quinta-feira, novembro 17, 2005

Helena & Pedro


Esta pequena nota é para justificar a minha ausência ontem. Terminava de escrever o texto e o caos se instaurou em casa. Deixei prá depois...

A Dra. Patrícia Ferraz registrou severamente que eu sou complacente com a Helena - estaria "mimando a menina...". Hum... Será? Duvido.

A chegada do Thiago tumultuou a casa, já disse. Mas o fez de uma maneira distinta, muito particular, dependendo da perspectiva dos envolvidos.

O Pedro parece ignorar o colega de teto. Parece... Na verdade está ligadíssimo nos movimentos suaves do Thiago. Ele se parece muito com a mãe: introspectivo, silencioso, suave, observador... coleciona sentimentos e os entesoura sabe-se lá onde. Quando irrompem, se torna enérgico, quase colérico, para logo aquietar-se, vergando-se timidamente. Sempre que chegava do serviço, estivesse onde estivesse, era o Pedro que primeiro me flagrava, o atento Pepucho.

Já a Helena é o inverso. Escancara o bocão e desfralda os sentimentos; dilacera cada situação, elevando dramaticamente o tom,ateando fogo às vestes e grita, chuta, irradia uma energia envolvente e quando menos esperamos, estamos já todos vibrando naquela mesma freqüência de estridências.

Eu mimo a Helena? - me pergunto sinceramente. Não sei... Ontem, pela madrugada, experimentei uma situação delicada. Ela enfrenta a mim e à Tânia e eu compreendi que não há luta que valha a pena, não há combate que se justifique, não há contenda que se mantenha. E aí, no paroxismo do ciúme, compreendendo seu drama, me recolho em oração, esperando que tudo se recomponha com a manhã que ainda tarda.

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