domingo, janeiro 21, 2007

Pepo (by Fernando Passos)

Ao Pedro, com amor.
Queria ter o dom dos poetas para dizer que Pedro veio, veio, porque esperado era.
Pássaro que passa e fica, deixa sua marca que já era no todo, a marca que se esperava e que se sabia: viria porque conseqüência lógica da leveza já existente, ali existente e talvez pouco percebida.

Veio, veio para demonstrar a síntese, não passou, pousou, porque ali era seu ninho.

Ali? Não, aqui, em nós mesmos, em cada um de nós e essencialmente em nós. Mas o que é esse nós? Um interior indesbravável, tânico/jacomínico, cuja essência só pode voar para de lá nos ver em nossa insignificância tão esplendorosa que nos faz irradiar luzes para aquilo que do nada voa, mas que do tudo reluz, pois luz própria produz e quando pensamos ser a nossa que nele reflete é na verdade um mero jogo da dialética própria do amor entre os homens.

Eu veio, veio, graças a Deus, eu veio veio continuar a saga de um amor intenso, mami. Eu veio ser eu, ser você, ser papi, ser o mundo, o pássaro e como diz papi ... ser simplesmente um menino.

Mas eu veio também para ver amigos do papi finalmente chorar ... essa emoção boba, ingênua, verdadeiramente brega de me ver pela primeira vez. Já não me conheciam os babacas pela essência?

Chorei...

Fernando Passos

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