domingo, janeiro 21, 2007

Chuvas de mau presságio

Esta manhã acordamos no silêncio da profunda fadiga de uma tempestade amainada. Na véspera, as águas chegaram em rodopios impetuosos, surpreenderam os homens, levaram os cães, tragaram os cavalos e as pequenas criaturas da noite.

O Rio devorou com raiva e violência a criação assustada e desamparada.

As pontes desabaram, as ruas foram inundadas e Patrocínio Paulista se transformou em uma província de lama, barro e lamentações.

A Lelê dormiu sobressaltada. Testemunhou a família agarrada às telhas de sua casinha miserável, ilhada pelo furor das águas.

Chuvas de maus presságios.

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