Esta manhã acordamos no silêncio da profunda fadiga de uma tempestade amainada. Na véspera, as águas chegaram em rodopios impetuosos, surpreenderam os homens, levaram os cães, tragaram os cavalos e as pequenas criaturas da noite.O Rio devorou com raiva e violência a criação assustada e desamparada.
As pontes desabaram, as ruas foram inundadas e Patrocínio Paulista se transformou em uma província de lama, barro e lamentações.
A Lelê dormiu sobressaltada. Testemunhou a família agarrada às telhas de sua casinha miserável, ilhada pelo furor das águas.
Chuvas de maus presságios.
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