segunda-feira, dezembro 08, 2008

Cláudio de Sá


Parece gravidez, mas é charminho. Ou flatulência, sei lá!

Esse cara ao lado é meu irmão. Gosto dele praca.

Devo-lhe a apresentação dos Beatles, do místico Donovan, da alucinação púrpura de Jimi Hendrix e do blues de sotaque insular de John Mayall.

Tudo corria solto nos tardos 60´s.

Esventrei os interiores de uma aphaniptera, conheci o cabelo acobreado ao microscópio, esmiuçei os complexos vitrais modernos da asa de uma mosca-da-fruta.

Casa 2 da Estudantes. Ali tudo acontecia: música, doces, natais, guaranás, crushs, grapettes, cerejinhas, fotografia e teatro.

E humor, muito bom humor!

Antes havia a guitarra gentil de George Harrison. Depois a genialidade de Frank Zappa. Assim caminha a humanidade! (Tá certo, ele apresentou o outro lado do lado B - Nazareth, Genesis, Yes e outras esquisitices de noivas ou de bolos. Ou ambos. Eu o perdoo e absolvo por isso. Não sabia o que fazia).

O que nunca entendi mesmo, um verdadeiro mistério para mim, foi ter mandado construir um contrabaixo à imagem e semelhança do de Paul McCartney. Nunca entendi essa extravagância tipicamente britânica.

Cláudio de Sá, seu humor beira a genialidade, toca a sublime loucura dos Cronópios. V. é do tipo de gente como Quino, Quintana, Quintinos, Gustavo "Principito" Pena, Eric Idle, Oswald de Andrade...

Na verdade, devo-lhe mais do que ter aprendido a assoviar com os dois dedos e de ter riscado o single Help! dos Beatles.

Por tudo isso, e muito mais, devo lhe dizer hoje, ontem e sempre: muito obrigado!

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