A Casa Amarela tem alguns lances de escada que nos alça à parte mais aconchegante e menos iluminada da casa.
Sempre subo a escadaria apressurado.
Toc, toc, toc, toc - ouço passinhos que me alcançam numa graciosa dança imitativa. Buscam-me na penumbra do quarto.
Espio de soslaio e vejo que me olha desconfiado - o meu pequeno Nini.
Está escuro. Seus olhinhos brilham e como que para afastar seus temores essenciais pergunta:
- Pappi, a luz é sombra branca, né?
Respondo que sim e o tomo nos braços com todo o carinho e amor. Meu precioso Nini.
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