sábado, outubro 25, 2008

Somos tão racionais quanto não se pode ser

Uma foto, um lance de dados, as seis faces refletidas da tarde radiosa. Advinho um número e o rosto de alguém que não existe, revelo o nome que a sorte dispõe ao acaso e perco moedas na relva úmida de hortelãs.

Somos um livro aberto, meu anjo. Mas as páginas solares escondem uma trama inexpugnável, um mundo de pequenas letrinhas mágicas que se armam em galáxias infinitas e inextrincáveis, serpentes espiraladas de fogo e poder.

Deixo-me estar a ser pensado como um livro mágico que nunca se lê e se compreende.

Um comentário:

Polifonia disse...

Sérgio,
Tive oportunidade de ler e reler com detida atenção os textos postados neste blog, que revelam tanto de você mesmo, da pessoa maravilhosa que você é. Como 'mãezona' que sou, sinto como verdadeiro deleite suas impressões sobre seus filhos, aliadas a fotos, desenhos. Leio sobre a querida Íris, por quem tenho grande estima, vejo-a nesta foto linda, com aqueles expressivos olhos azuis. Reafirmo a percepção de todo o seu amor por ela, e desejo que vocês se tornem cada vez mais amigos, unidos e cumplices.
Abraço carinhoso,