segunda-feira, abril 23, 2007

Cartas rubianas - ou o significado de EPW´s

Dos mistérios dos acrônimos.

É disso que o Sr. Dr. José Ruben deveria cuidar precipuamente. Uma certa semiologia do inconsciente que identifica nesses troços mal-traçados o perigo de Tânatos travestido de Eros.

O altar moderno, o sítio em que deitamos nosso sémen burramente desperdiçado, caverna de onde é possível divisar, em parte, mui toscamente, os mistérios de Elêusis (e não sabemos o que fazer com isso), eis os motéis modernos! Ou simplesmente EPW´s.

Nossos romances encardidos de certa humanidade, alienada de si mesma pela poeira de silício, se transformam, pela magia erótica, em sublime conjunção. Mysterium conjunctionis. Em átimos de segundos, nossas secretárias, amantes eventuais, companheiras de fainas des-desejantes (em que nos metemos por pura distração patrocinada por la loca de la casa), se transformam em Deméter e Perséfone.

EPW´s. Francamente...

O mais curioso é que os acrônimos ou essa técnica - que haverá de ter um nome, Dr. José Ruben - de extrair as vogais e manter as consoantes, forçando uma leitura que se apóia na memória de significantes, essa acronímia imperfeita resgata nomes estranhos para um motel. Olhe a palavra de soslaio; desdenhe do vocábulo. Trate-o com adrede desprezo (a ver se se abre, como uma flor perfumada de sentidos).

Palavras... estão para nós como as rosas para os sóis de nossos olhos. Revire-a, apalpe-a, boline-a. O que surge, então?

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