Em seu aniversário, ofereço-lhe a linda cena de Antoine de Saint-Exupéry, quando o narrador conta, de seu pai o desejo de que os homens sejam como o ramo de oliveira a sentir o balançar de Deus:
"Tal como acontece com a árvore, não podes saber seja o que for do homem se o desdobras pela sua duração e o distribuis pelas suas diferenças. A árvore não é semente, depois caule, depois tronco flexível, depois madeira morta. Para a conhecer, é bom não a dividir. A árvore é essa força que desposa a pouco e pouco o céu. É o que acontece contigo. Deus faz-te nascer, faz-te crescer, enche-te sucessivamente de desejos, de pesares, de alegrias e de sofrimentos, de cóleras e de perdões, até que te faz ingressar de novo n´Ele. E, no entanto, tu não és aquele estudante, nem aquele esposo, nem aquela criança, nem aquele velho. Tu és aquele que se cumpre. E, se sabes ver em ti um ramo que balança, bem pegado à oliveira, nos teus movimentos hás de gozar da eternidade. E tudo à tua volta se tornará eterno. Eterna a fonte que canta e soube matar a sede de teus pais, eterna a luz dos olhos quando a bem-amada te sorrir, eterno o frescor das noites. O tempo deixa de ser uma ampulheta que vai gastando a areia, e faz lembrar um ceifeiro que ata a sua gavela." (Antoine de Saint-Exupery - Cidadela)
Um abraço terno e o desejo de que "se possa cumprir" e que se embeba desta eternidade...
Aline e Thiago
"Tal como acontece com a árvore, não podes saber seja o que for do homem se o desdobras pela sua duração e o distribuis pelas suas diferenças. A árvore não é semente, depois caule, depois tronco flexível, depois madeira morta. Para a conhecer, é bom não a dividir. A árvore é essa força que desposa a pouco e pouco o céu. É o que acontece contigo. Deus faz-te nascer, faz-te crescer, enche-te sucessivamente de desejos, de pesares, de alegrias e de sofrimentos, de cóleras e de perdões, até que te faz ingressar de novo n´Ele. E, no entanto, tu não és aquele estudante, nem aquele esposo, nem aquela criança, nem aquele velho. Tu és aquele que se cumpre. E, se sabes ver em ti um ramo que balança, bem pegado à oliveira, nos teus movimentos hás de gozar da eternidade. E tudo à tua volta se tornará eterno. Eterna a fonte que canta e soube matar a sede de teus pais, eterna a luz dos olhos quando a bem-amada te sorrir, eterno o frescor das noites. O tempo deixa de ser uma ampulheta que vai gastando a areia, e faz lembrar um ceifeiro que ata a sua gavela." (Antoine de Saint-Exupery - Cidadela)
Um abraço terno e o desejo de que "se possa cumprir" e que se embeba desta eternidade...
Aline e Thiago
Um comentário:
De Exupéry pouco lembro, exceto a jibóia e o planetinha flutuante, como um balão; mas do Amigo Sergio, algumas fortes lembranças conservo e alegra-me ver que seu destino, construído sobre uma história de suor, lágrimas e rock and roll, lhe fez conquistador e vencedor. Salve Sergio ! Aos céus !
Mi
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