Sérgio.
Eu acho que você não vai me responder....
Mas eu preciso te dizer uma coisa. Eu não te entendo bem. Sabe, quando a gente era criança você era especial, um vulcão de sentimentos, de paixões, capaz de chorar, de rir, de ser muito gentil... Foi por isso que eu guardei as tuas fotos e a tua carta com muito carinho.
Mas eu preciso te dizer uma coisa. Eu não te entendo bem. Sabe, quando a gente era criança você era especial, um vulcão de sentimentos, de paixões, capaz de chorar, de rir, de ser muito gentil... Foi por isso que eu guardei as tuas fotos e a tua carta com muito carinho.
Porém, hoje eu não te entendo, parece que tua vida é o cotidiano. Mas, e a tua poesia? O que você escreve é forte, parece ser a reflexão de um viver cheio de coisas boas, mas (espero conseguir me exprimir bem), o teu relacionar é cauteloso, reservado a poucos.
Mesmo que não te lembres de mim, não quer dizer que eu não tenha sido importante em tua vida. De tua formação eu também participei, do que é hoje também... Os nossos papos, a tua música, os discos de Alice Cooper que você me deu de presente, quando você não tinha nada e um presente era mais do que você podia... Eu, como você para mim, fomos bases pequenas, que se refletiram no nosso presente, mesmo que a gente não as percebamos.
Eu sei que você hoje é um homem muito importante. Mas, o que isso quer dizer? Que você não é mais o Sérgio? Pena eu não ter uma grande capacidade de traduzir as minhas sensações com um português perfeito, mas estou tentando entender o que lhe ocorre: você usa a lembrança como uma história que não mais te pertence, isso para se defender do tempo distante demais?

Sabe, quando te deixei, rezei tanto para que você vencesse na vida, pois o que você era não deixava um bem esperar. Graças a Deus você é o máximo do que podemos desejar para um irmão!Eu sei que você hoje é um homem muito importante. Mas, o que isso quer dizer? Que você não é mais o Sérgio? Pena eu não ter uma grande capacidade de traduzir as minhas sensações com um português perfeito, mas estou tentando entender o que lhe ocorre: você usa a lembrança como uma história que não mais te pertence, isso para se defender do tempo distante demais?

Mas, é que sinto falta do Sergio... Aquele que sabia ser gentil, mesmo quando uma pessoa não fosse do seu interesse. Betty Gotto
3 comentários:
Puxa, Beth, que choque!
Não sei bem como interpretar o que me disse no seu mail. Sinceramente não sei!
Acompanhei o seu movimento no O. à distância. V. me parecia distante, telegráfica, não respondeu a alguns e-mails e eu julguei que v. não tinha lá muito tempo e que outras ocupações a tomavam. Enfim, o túnel do tempo que o site de relacionamento nos proporcionou nos deu a chance de trocar algumas lembranças, rever-nos e... só!
Mas vem v. agora e diz coisas tão importantes... Inesperadamente sábias. Surpreendentemente verdadeiras. Tocou-me profundamente!
Como pôde à distância, tão longe de tudo o que deixamos lá atrás, como pôde resgatar esse fio essencial e montar um mosaico tão verdadeiro? Francamente! Acho que a distância e o tempo realmente não tocam essencialmente a nossa realidade interior. É como se pudesse me enxergar com os olhos cristalinos, superiores; v. me vê como realmente fui, sou e quem sabe serei.
Ah! Beth. Quanta delicadeza no seu gesto. Quanta generosidade! Quanta amizade, quanto Amor verdadeiro!
Não sei como responder ao seu e-mail. Só consigo dizer que sou muito grato por esta inesperada surpresa vespertina.
Volto a lhe escrever quando puder. Quando encontrar palavras justas para retribuir o seu gesto.
Um beijo do amigo, SJ
Obrigada Sergio , eu ainda te amo muito....Beth
Sergio,
lembra-se do último dia que passamos juntos? estávamos sentados na escada na frente do Segundão, v. me convidou a olhar bem pra tudo ao meu redor e que v. faria o mesmo, pois, para nós dois, o que vivíamos juntos iria se trasformar em lembranças e essas lembranças iriam nos acompanhar até o dia em que, novamente sentados nas escadas do Segundão, teríamos visto tudo diferente, com olhos sempre iguais... foi nesse momento que me deu de presente o lp de Alice Cooper BILLION DOLLAR BABIES...
bjs, Beth Gotto.
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