Atibaia foi um enlace harmonioso entre uma semana desgastante e um porvir misterioso e instigante. Um interregno pleno de significados.Saimos na sexta-feira, às 4 da tarde, o bus lotado de crianças e agregados, enfrentando uma longa e penosa peregrinação na Marginal Tietê infestada de ambulantes, paulistanos azafamados, bueiros, carros e rios.
A Lelê logo se impacienta. É muito próprio dela impacientar-se. Quer chegar logo à piscina, mas quer ao mesmo tempo experimentar a montanha russa ao lado; quer afagar o gatinho à margem oposta do Tietê, mas quer também caminhar no interior do bus; quer ouvir historinhas e quem sabe bulir com o pai - a esta altura já aborrecido com o trânsito e a poluição.
Mas logo despenca como uma estrela distraída na boca da noite e adormece.
O Pepe cruza as pernas. Aguarda com estilo e paciência. O Nini dorme tranqüilo um sonho de anjos azuis e dourados.
Navegamos. Atravessamos o trecho infernal e alcançamos enfim a rota direita rumo a Atibaia.
A única coisa que não foi possível vencer (ainda) é essa estranha sensação de que algo termina e algo mal começa. Me ocorre simplesmente que 7 x 7 = 49 e que algo haverá de significar a combinação tão justa de setênios.
Nenhum comentário:
Postar um comentário