O velhote encarquilhado ao lado, com o fato de corte quadrado e algo deselegante, nessa figuração trópica (generosidade calculada ou desequilíbrio essencial?), a barbica que viceja na pouca carne dos lábios - "bigode ciliar", diria um amigo - esse velho homem que me olha pelo olho de minha filha, quem sou?Dependendo da sorte, meu caro leitor, pode calhar de ser o outro - esse que amanhece ao meu lado, obstinado, impaciente, azafamado pelas urgências e solicitudes esquecidas. Um historiador, portanto!
Sou qualquer um. Na infinita certeza de que tudo calha num fato.
Nenhum comentário:
Postar um comentário