Cravamos exato 1 mês de vida e todas as noites, exatamente às 20h, começava um baita chororô.
Existe algo mais misterioso do que cólica de bebê? Ela vem e vai e os pais perplexos se perguntam a razão dos espasmos e querendo saber o que fazer. Chá? Paninho quente? Embalos de todo dia à noite...
Em Brasília 20 horas! e todos se punham a correr: a mãmi desesperada, dava suave balançada; Vó Tita corria a esquentar um paninho e o Papi a deixar escurinho o pequeno quartinho da Nena, que não parava de chorar.
Para tornar menos gravosa a situação, que nos colocava todos à beira de um ataque de nervos, eu costumava pensar que as cólicas dos nenês são tão pontuais como os gêisers ou os quasares. E logo pensava no som das estrelas, na música das esferas - que certamente em um bom rock´n´roll!
Sem outra razão que a própria regularidade misteriosa, a cólica vem e vai e não poupa os pequenos daqueles espasmos dolorosos e chorosos.
Ufa! A Nena "chorava ardido". Essa expressão - "chorar ardido" - ganhou relevo no repertório familiar.
Nos exatos 2 meses de vida e a tal da dor de barriga lá se foi. Graças a Deus! Ficou só o "choro ardido".
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