40 semanas e nada da Lelê chegar.
Tudo pronto, casa arrumada, bercinho decorado com ursinhos e estrelinhas e nada da Helena!
Todos estavam ansiosos.
A mãmi fazia caminhada 3 vezes ao dia. O pai perguntava pelos sinais. Os amigos indagavam da pequena Blainha (que ainda não tinha o nome de Helena). Telefonavam todos os dias para o apartamento e depois de várias chamadas, o Papi acabou registrando na secretária eletrônica:
- “Olá! V. ligou para 3721-0497. A Helena ainda não nasceu. Deixe o seu recado e em breve entraremos em contato”.
Passadas mais de 40 luas cheias, num dia em que o sol brilhava e no céu e não havia sequer uma nuvem, a pequena Helena deu sinais de sua chegada.
Veio ao mundo em silêncio. A mamãe, sempre preocupada, logo perguntou ao médico:
- “Mas ela não vai chorar?”
E sem esperar a resposta, adiantou-se em recomendações à enfermeira:
- “Cuidado para não trocar o meu bebê, heim?!”
Depois de um tempinho, a pequena Helena não chorou; emitiu o que seria a primeira nota musical de sua vida nesta terra: “lé, lé, lé”!
Na sala de espera, o Papi esperava ansiosamente por notícias. Quando finalmente a pequena saiu da sala de parto, enovelada numa chusma de nuvens, estrelas e lã, vi o rostinho alvo do bebê, com os olhinhos apertados e uma penugem laranja, ralinha, ralinha, com um chorinho tão singular – “lé, lé, lé”... Não me contive: é uma menina ruiva! Era uma surpresa. Uma menina ruiva!
A primeira coisa que o papi fez foi alterar o recado na secretária eletrônica:
- “Olá. A Helena nasceu no dia 24.7.2002, às 17h03, 3.300Kg e 50 cm. Ela é linda, ruiva, é diz ‘lé, lé, lé’. Obrigado por sua ligação!”.
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