segunda-feira, junho 09, 2008

Ariel Dennis Denstone

Vim de Pindamonhagaba pensando... rádios velhos, válvulas, som, o quartinho úmido da casa modesta situada nos Antares...

Como ele pode inventariar meu passado num lance de olhar?

O Ariel está muito além dele mesmo. Transpôs o arco das aparências confortáveis e padece no calabouço interior. Seus olhos continuam uma porta aberta à terra do fogo, uma patagônia imemorial que resiste ao tempo nalgum ponto entre a São Bernardo embaciada e as estrelas fulgurantes da segunda galáxia.

Transbus e transístor: transido pela trampa de memória!

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