Ela morava na Vivaldi. Seu andar era suave e silencioso. O olhar oblíquo divisava a luz rebatida, furtava a alma de pobres mortais desatentos.Acho que era selenita; aborrecia a nitidez estúpida das formas. Parava num outro centro de gravidade, agarrava-se em qualquer lugar imponderável. Imperava o princípio da incerteza.
A Eliana era misteriosa. Acho que tinha uma alma antiga, tingida de traços incompreensíveis. Fazia lindos desenhos como mosaicos, figuras espiraladas, lembravam galáxias, serpentes e cabelos.
Acho que ainda caminha sobre a superfície do planeta.
À sua moda, é claro.
Fonte: Arte bizantina. Mosaico. Convento de S. Adriano, S. Demétrio Corone, Cosenza.
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