sexta-feira, dezembro 02, 2005

Íris azuis atitós

Minha querida filha.

O que os seus olhos brilhantes divisam?

Vejo-a daqui deste claustro fortificado, distanciado no tempo e no espaço, e procuro o sentido desse arrebatamento.

Me pergunto onde estivemos esse tempo todo. Esse foco precioso e raro que rouba seus devaneios não pode ser unicamente a contemplação de um pai distraído e encantado com a beleza singela desse olhar. É muito mais.

Ah! Íris. Calo em dúvidas e certezas, que é tudo que um pobre homem pode levar dessa árdua peregrinação.

Se pudesse prestar maior atenção a esse olhar; se pudesse atingir as profundezas desse lago escuro e misterioso; ah! se eu pudesse...

Meu amor. Como eu te amo!

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