Um homem só,
em busca de si mesmo,
é difícil de se encontrar.
Um Homem raro.
Erra por aí.
E acerta.
No coração, o mapa secreto.
Caminha a longa estrada:
quieto, lento, desperto.
O outro lado do registro
é o verso do reverso, veio aberto.
Ponte sobre o abismo,
estrelas no deserto.
Tarde-me a partida.
Sem pressa, sem alarde.
Venha. Nobre Senhora.
Numa tarde qualquer,
estrela vespertina,
a iluminar a derradeira sina.
No outono, passe.
Trespasse dourado.
Tudo se apague.
Tudo se esqueça.
Um homem só, caminha.
Nobre, altivo, venerável,
suave. Como a brisa no prado.
Um homem só
atravessa o outro lado de si mesmo,
alcança a palavra secreta,
a chave encoberta.
Sob o manto sagrado,
No coração de pedras.