que se encerram bem antes
do nó, do novelo, do novíssimo:
sempre fomos de mil formas;
Nós - que nos amamos,
entre anônimos errantes,
antes dos entes e das formas,
antes mesmo de informados;
Nós - que emprestamos sem-sentidos
como estrelas que despedaçam
pétalas, pólux:
Nós em si mesmos;
Nós - que descendemos
em altares velados e esquecidos
e nos encontramos nas paralelas,
na quadratura dos círculos;
Nós - hoje somos voz.
Oração em silêncio.
Nós, antes de todos vós,
ultrapassamos o tempo verbal!
(a propósito de Amélia, Armando e Sérgio Jacomino).
Um comentário:
Ali alhures, onde já não há o tempo verbal, veste o monge seu hábito idiomático. Com que sublimado furor o faz – talento ancestral. Ali mesmo, atrás do espelho, desenforma-se para fundir-se na memória herdada sem culpa. Onde melhor o faria, se não no pasto anônimo de todos os nós, o bosque sacro das gerações? Enovelados todos em trítono, frutificados do intervalo inominado. Cópias sem fôrma. Errantes intenções universais. Se quase não me atrevo a tentar pôr palavras é porque o registro do gesto já se fez absoluto no triângulo-perfeita-forma.
Postar um comentário