Querida Célia, certa feita, estava eu já em Franca, numa noite sem estrelas, uma daquelas madrugadas de sobressaltos no grande Edifício da Acif, despertei após um sonho tumultuado com o Sérgio Baca Cândido. Fiquei estático e em silêncio. Nessa semiconsciência, vinham em graves soluços imagens partidas, vertidas nesse caleidoscópio da alma. A pele eriçada por um vento que não havia... sei lá! Era uma sensação muito estranha. Custei a ferrar no sono.
Logo pela manhã, já no trabalho, recebi uma ligação de um amigo comum - o Paulo Barreto - que me dava a triste notícia do passamento do Baca.
"Jênkis!" - dizia Sérgio candidamente... ainda o vejo empunhando a bíblia e o violão -, "se prepare... se prepare!" e logo desatava um riso generoso que iluminava o semblante de santo monacal.
Logo pela manhã, já no trabalho, recebi uma ligação de um amigo comum - o Paulo Barreto - que me dava a triste notícia do passamento do Baca.
"Jênkis!" - dizia Sérgio candidamente... ainda o vejo empunhando a bíblia e o violão -, "se prepare... se prepare!" e logo desatava um riso generoso que iluminava o semblante de santo monacal.
Hoje a frase ganha uma nitidez profética. A barba, o cabelo, um blâiser caramelo que era sempre menor que o manequim, tudo se harmonizava naquele homem singular. Era como se aquela alma peregrina jamais tivesse se acomodado no corpo e tendia, como uma estrela trânsfuga, à partida repentina.
Uma estrela da manhã, querido Sérgio, v. foi uma linda estrela da manhã! Prenunciava-nos uma luz que, certa como a noite retinta, se apresenta pontual para cumprir o movimento eterno de mudanças.
Ah! Célia, ambos amamos esse homem, Mas de diferentes maneiras. Eu o queria como um irmão que jamais tive; nutria por ele um indizível amor fraternal. Selamos uma aliança de militares de Cristo. Formávamos uma soldadesca singular, legião estelar, guerreiros do arco-íris, congregados numa Família forasteira. Todos nos saciávamos de um sei-lá-o-quê prometéico, aninhado na sua bolsa de couro, que sempre trazia a tiracolo. Havia algo de divino no Sérgio, que repartia generosamente entre todos nós.
Minha querida Célia, pranteamos a sua partida, é certo. Mas tenha a certeza, contudo, de que o Sérgio cumpriu seu itinerário iluminado de Argonauta das galáxias. Foi-se com uma estrela ligeira, deixando-nos um rastro de luz e sabedoria.
Uma estrela da manhã, querido Sérgio, v. foi uma linda estrela da manhã! Prenunciava-nos uma luz que, certa como a noite retinta, se apresenta pontual para cumprir o movimento eterno de mudanças.
Ah! Célia, ambos amamos esse homem, Mas de diferentes maneiras. Eu o queria como um irmão que jamais tive; nutria por ele um indizível amor fraternal. Selamos uma aliança de militares de Cristo. Formávamos uma soldadesca singular, legião estelar, guerreiros do arco-íris, congregados numa Família forasteira. Todos nos saciávamos de um sei-lá-o-quê prometéico, aninhado na sua bolsa de couro, que sempre trazia a tiracolo. Havia algo de divino no Sérgio, que repartia generosamente entre todos nós.
Minha querida Célia, pranteamos a sua partida, é certo. Mas tenha a certeza, contudo, de que o Sérgio cumpriu seu itinerário iluminado de Argonauta das galáxias. Foi-se com uma estrela ligeira, deixando-nos um rastro de luz e sabedoria.
Bye, bye, Baca! distribua esse fogo sagrado entre os povos daqui e de acolá. E até breve!
(E a você, querida Célia, meu agradecimento pela oportunidade de (re) conhecê-la. Cumprimos assim nosso destino naquele encontro imponderável. Desate os nós que ainda possam tê-la presa ao pó das estrelas e mergulhe no coração da luz, onde tudo é. E não é).
Com meu amor, SJ
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